O processo de impressão 3D é análogo a construção das paredes de uma casa: tijolo por tijolo, camada por camada. Isso limita o processo de impressão em algumas formas e essas limitações devem ser levadas em consideração quando modelamos uma peça para impressão e quando a imprimimos. Nesse artigo, abordaremos 8 dicas valiosas que devem ser levadas em consideração na hora de imprimir seu projeto.

1. Dimensão da peça

 

 

A primeira dica é saber o limite de tamanho de peça que sua impressora é capaz de imprimir. Geralmente, os softwares de modelagem indicam qual tamanho da peça que você desenhou e, quando esse valor supera o limite da impressora, considere imprimir o projeto em partes.

O limite depende de cada impressora. É válido lembrar que existe um tamanho mínimo de impressão, que geralmente é de 0,5 mm. O máximo depende da impressora, mas para se ter uma ideia, a Gigabot, que é uma das maiores impressoras no mercado, imprime peças de no máximo 60 cm de altura.

 

2. Projetos prontos

 

 

Seja qual for o tipo de impressão que utilizará no projeto, a modelagem computacional é o primeiro passo para todas as formas de impressão. Deve-se tomar cuidados na hora de modelar sua peça, em especial nos detalhes mais finos.

O ideal para quem está começando agora no mundo da impressão é procurar uma empresa especializada para cursos de capacitação, ou até mesmo imprimir as peças para você. Geralmente, essa opção encarece o projeto, tornando-o inviável. Um saída é recorrer às comunidades de impressão da internet, pois os integrantes compartilham modelagens prontas para impressão.

 

 

3. Regra dos 45º de angulação

 

Um dos detalhes que devem ser levados em consideração na modelagem é a questão de angulação das peças. Imagine uma peça com um trapezoidal com um ângulo muito pequeno em relação a mesa. Em um determinado momento, quando a impressora estiver imprimindo a parte inclinada, não terá sustentação.

Uma regrinha que deve ser levada em consideração na confecção do modelo de impressão é a regra dos 45º: peças com angulações maiores que 45º (com relação a mesa) não necessita de suporte de impressão. Caso contrário, necessita.

 

4. Conheça sua impressora

 

As propriedades da impressora são fatores limitantes no projeto. Algumas variáveis importantes saber sobre é a impressora são largura da mesa, altura da base de impressão e o diâmetro do bico extrusor. Essa informação deve ser levada em consideração porque a espessura das “paredes” da peça devem ser no mínimo o dobro do diâmetro do bico. Por exemplo, se o bico tem diâmetro 0,4 mm, as paredes devem ser modeladas com no mínimo 0,8 mm de espessura.

As outras informações restringem o máximo tamanho que a peça deve ser modelada. Caso sua peça exceda as dimensões que a impressora é capaz de imprimir, basta imprimir por partes e depois colar. Existem colas e soldas específicas para peças impressas.

 

 

5. Tolerância em peças com encaixe

 

Tolerância é um fator bem comum, e muito importante, em projetos de engenharia. Isso porque é quase impossível fabricar uma peça com o valor exatamente igual ao valor dimensionado. Por isso, é essencial em engenharia indicar a tolerância de fabricação: intervalo entre os valores máximos e mínimos que a dimensão que uma peça pode ter para ainda atender sua finalidade.

Em impressão 3D, as tolerâncias são essenciais para peças com encaixe e entrelace e devem ser levadas em consideração já na modelagem. Uma dica é deixar 0,2 mm de tolerância para encaixe de “click” e 0,4 mm de tolerância para encaixe liso (dobradiças e tampas).

 

6. Posicionamento da peça

 

Quando você olha um modelo feito em três dimensões no computador, ele pode possuir diversos pontos “flutuantes”. Imagine o modelo de um cavalo que fique em pé nas quatro patas, como na figura abaixo.

Se ele estiver na tela do PC, tudo bem, pois é só um modelo. Caso você tente imprimir a peça da mesma forma que se vê na tela, provavelmente vai ter problema quando for imprimir o corpo do animal, pois a gravidade irá puxar a parte entre as patas, e isso vai resultar em uma bagunça sem fim.

Uma sugestão mais simples é mudar a orientação do modelo. Porque não imprimir metade do animal e deitado? Ou, então, separar as partes do corpo e imprimir uma de cada vez, independentemente, para depois uni-las.

Se mesmo mudando o posicionamento da peça não for possível imprimir a peça, considere utilizar os suportes para impressão.

 

7. Suportes

 

 

Em algumas situações é necessária utilizar suportes de impressão. Alguns softwares de impressão possuem uma configuração de geração de suporte automaticamente. Caso o software que esteja usando, ou venha a usar, não tenha essa opção, considere os suportes já na modelagens, como se fizessem parte da peça final.

Em alguns casos, os suportes podem deixar marcas, tornando necessário um tratamento final da peça. Saber qual material utilizar pode ajudar nessa etapa também, pois materiais biodegradáveis são retirados quando imerso em água. Assim, utilizar suportes feitos por materiais biodegradáveis pode ser mais interessantes.

 

 

8. Material de impressão

 

A última dica, mas não menos importante, é saber qual material utilizar no projeto. Isso porque o material influencia no acabamento da peça, no método e no custo da impressão. Nesse artigo, vamos tratar sobre o ABS e o PLA. Esses dois materiais não são os únicos, mas são os mais utilizados na impressão 3D por fusão e depósito. Confira as principais diferenças entre os dois.

  • ABS: o material mais utilizado. Esse tipo de polímero é bastante rígido e leve, apresentando um bom equilíbrio entre resistência e flexibilidade;
  • PLA: polímero biodegradável. Em determinadas modelagens, é mais eficiente que o ABS, pois tende a deformar menos depois da aplicação e libera menos fumaça ao atingir o seu ponto de fusão, além de ser biodegradável.

Os materiais impressos com ABS podem apresentar uma qualidade final um pouco maior, porém o PLA possui um ponto de fusão menor e resulta em objetos mais resistentes no final. Além disso, como o PLA é menos viscoso quando em estado líquido, ele exige menos força da extrusora na hora de expelir o material, o que pode garantir um pouco mais de durabilidade para os equipamentos.

Não existe muita diferença de preço entre os dois, pois ambos são materiais relativamente baratos. Você deve escolher aquele que mais se adequa à sua impressora e aos seus objetivos.

 

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